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| Foto de Thought Catalog no Pexels |
Quem lê no Brasil? Essa é uma pergunta que está em evidência desde que foi anunciada a intenção de aumentar a tributação dos livros na Reforma Tributária. Com o argumento de que o consumo viria apenas de famílias com mais de 10 salários mínimos, Paulo Guedes e sua equipe decidiram que deveria haver um aumento de 12% na tributação dos livros.
"Só ricos leem no Brasil" é a falácia que andam utilizando para encarecer ainda mais o que já é tão caro para a população mais carente. Parece que o governo não se atentou ao fato de que, mesmo se fosse o caso, o foco deveria ser popularizar a leitura ao contrário de elitizá-la ainda mais.
Entretanto, provando se tratar de um equívoco a afirmação, um recorte da Retratos da Leitura aponta que 27 milhões de brasileiros das classes C, D e E também consomem livros.
O que serão desses leitores se o preço dos livros subir ainda mais? E o que acontecerá com os jovens que utilizam a leitura como um modo de escapar da realidade durante a quarentena?
Esse escapismo pode ser comprovado pelo aumento significativo da venda de livros do gênero fantasia durante a pandemia. Se avaliado apenas o autor americano Rick Riordan vemos um aumento de mais de 600% na venda de seu box de Percy Jackson e os Olimpianos, publicado pela editora Intrínseca. Esse aumento também pode ser observado em outras obras voltadas para o publico infanto-juvenil e jovem adulto de outros autores como Corte de Espinhos e Rosas de Sarah J. Maas, Harry Potter de J. K. Rowling, dentre outros.
Não seria mais coerente controlar gastos desnecessários, e muitas vezes absurdos, do governo como os 15 milhões gastos em leite condensado em 2020 e, ao menos, permanecer a tributação dos livros como está? Decisões como essa só provam a incompetência do Governo Bolsonaro em tomar decisões em prol do povo.
A hashtag #DefendaOLivro circula as redes sociais em protesto ao fim da isenção fiscal. É momento de se fazer ouvir.
Para mais informações a respeito do aumento tributário, clique aqui.

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